segunda-feira, 11 de julho de 2011

cheirar a rolha somente com vinho de guarda

O vinho estragado pela rolha chama-se bouchonée e é reconhecido pelo seus aromas característicos de trapos mofados ou papelão molhado, que se sobrepõem a qualquer outro aroma que o vinho possa ter e o torna imbebível. Vem daí o ritual de se cheirar a rolha depois de abrir a garrafa, coisa que só deve ser feita com vinhos de guarda, aqueles que estão esperando a hora certa para serem degustados.


Quem tem medo de escolher vinho no restaurante?

O que fazer quando o sommelier lhe mostra a rolha? ou quando ele coloca apenas um fundinho de líquido no copo? Saiba se comportar ao pedir um vinho no restaurante



- Na etapa seguinte, o sommelier vai retirar a rolha e colocá-la na mesa, a seu lado. Nesse momento, verifique apenas se ela não está
ressecada demais e quebradiça. Isso indica que o vinho pode apresentar algum problema ou que ficou guardado de maneira inadequada.



- Depois, o sommelier servirá uma pequena quantidade de vinho em sua taça. Aí sim começa o seu papel neste ritual. Você deve cheirar e provar o vinho antes de dar a ordem para o sommelier continuar servindo aos outros ou, caso verifique algum problema com a bebida, recusá-la.

- No olfato, sinta apenas se não há aromas estranhos, como de ovo podre ou vinagre, por exemplo. No paladar, a mesma coisa. Gosto e cheiro de "papelão molhado" significam que o vinho está bouchonée (foi afetado por um fungo que pode ser encontrado na rolha e libera uma substância que causa cheiro ruim e também altera o sabor, embora não faça mal à saúde). Se detectar algum desses problemas, diga ao sommelier e peça para que ele troque a garrafa (sem custo adicional).


- Se o vinho não apresentar defeitos, ordene que o sommelier continue servindo as pessoas da mesa. Ele certamente começará pelas mulheres para depois passar aos homens e, por fim, completará a sua taça. Ele provavelmente servirá o líquido até chegar a um terço da taça, dando espaço para o vinho respirar. Mesmo que você tenha calculado mal, um sommelier bem treinado vai servir a mesma quantidade de vinho por pessoa, para que haja bebida em todas as taças da mesa.

- Assim que a garrafa terminar, o sommelier perguntará se você aceita outra. Caso sim, ele trará uma nova e repetirá todo o ritual de serviço. Caso você queira optar por outro rótulo, ele trará a carta novamente, aguardará sua escolha e trocará as taças. Caso isso não ocorra, peça para que troquem as taças.

- Ao fim da refeição, se sobrar vinho na garrafa, você pode levá-la para a casa. Mesmo a garrafa vazia você também pode levar, caso queira guardar de recordação.


Como beber e saborear um vinho

Garrafa de vinho
Quer seja um apreciador ou não, a verdade é que o vinho se tornou um verdadeiro símbolo de estilo e até de sex appeal. Um homem com conhecimentos sobre o vinho que bebe é alguém que é olhado com respeito e mesmo com admiração. Quer seja num jantar sensual partilhado com alguém, ou mesmo num jantar de negócios, saber apreciar um bom vinho é sempre certo de causar boa impressão. Sirva-se das nossas dicas para saber como ser um verdadeiro expert na arte de saborear um bom vinho e impressione.
  1. Olhe para o vinho especialmente à volta do copo. Movimentar um pouco o copo pode ajudar a ver melhor a cor do vinho a mudar, do centro para as extremidades. Segurar o copo em frente a um fundo branco, como uma parede, é outra boa maneira de ver a verdadeira cor do vinho. Procure observar a cor do vinho bem como a sua claridade. Os vinhos brancos tornam-se mais escuros quanto maior a sua idade; o vinho tinto perde a sua cor avermelhada tornando-se numa cor mais escura e forte, um pouco mais acastanhada, deixando por vezes até um pouco de sedimento no fundo da garrafa. Esta altura é uma boa altura para cheirar o vinho e verificar os odores, que podem indicar que o vinho está estragado.
  2. Gire o vinho no copo. Isto serve para misturar o oxigénio com o vinho, que irá suavizar os taninos (sabores da casca da uva) de um vinho jovem. Também deve espalhar o vinho na superfície do copo, para que o álcool do vinho evapore um pouco.
  3. Enquanto estiver a girar o vinho no copo, repare na viscosidade do vinho, note como o vinho escorre na superfície do copo. Os vinhos mais viscosos dizem-se vinhos com “pernas”, e são normalmente mais alcoólicos.
  4. Cheire o vinho. Inicialmente deve segurar o copo um pouco distanciado do nariz. Depois deve colocar o nariz um pouco dentro do copo, e verificar o que é que o cheiro lhe diz.
  5. Dê um gole no vinho, mas não engula já. Role o vinho na boca, expondo-o a todas as papilas gustativas. Faça isto durante alguns segundos antes de o engolir dando tempo para pensar nos sabores que está a experimentar. Inspire pelo nariz enquanto movimenta o vinho na boca. Isto aumenta o sabor do vinho.
  6. Tome outro gole, mas desta vez induza ar no mesmo. Sorva o vinho (sem fazer barulho). Note as diferenças subtis entre o sabor e a textura.
  7. Note o sabor final que resta na boca quando engole o vinho. Quanto tempo dura esta sabor? Gosta do sabor?
  8. Os vinhos têm 4 componentes básicos: sabor, taninos, álcool e acidez. Muitos enólogos crêem que um bom vinho deve ter um bom balanço destas quatro características. A idade e a decantação suavizam os taninos. A acidez suaviza com a idade de um vinho. O sabor frutado aumenta e decresce durante a vida de um vinho. O álcool mantém-se o mesmo. A junção destes factores contribui para saber quando deve beber ou decantar um vinho.
  9. Fica aqui uma lista de sabores encontrados nas mais comuns variedades de vinhos:
      • Cabernet – frutos escuros, especiarias verdes
      • Touriga – aromas florais, ameixa
      • Merlot –frutos negros, especirias verdes, floral
      • Zinfandel - frutos escuros (often jammy), especiarias negras
      • Syrah – frutos negros, especiarias negras.
      • Pinot Noir – frutos vermelhos, floral, ervas
      • Chardonnay –Maçã, pêra, pêssego
      • Sauvignon Blanc – Uvas, lima, melão
O envelhecimento em carvalho causa ao vinho um sabor abaunilhado ou sabor a frutos secos.
  1. Não se esqueça se estiver a servir o vinho, deve de o servir no copo correcto. Os copos mais largos são para os vinhos tintos, e os mais pequenos e estreitos são para os vinhos brancos.
  2. Antes de mais, faça experiências com diferentes alimentos acompanhados com um tipo de vinho e compare a mudança de sabores que os alimentos provocam quando misturados com o vinho. Com os vinhos tintos experimente queijos de boa qualidade, chocolate e bagas. Com vinho branco experimente maçãs, peras e frutos citrinos. Combinar o vinho com certos alimentos é mais complicado do que vinho tinto com “carne” e vinho branco com peixe. Sinta-se livre de beber o vinho que desejar com o tipo de comida que quiser, mas lembre-se que uma combinação perfeita dá muito mais prazer que uma menos perfeita.
  3. Se estiver a servir o vinho em sua casa, saiba que a maioria do vinho depois de aberto não dura mais do que um par de dias; o vinho tornar-se-á em vinagre, tornando o vinho não bebível.

quantidade de vinho na taça

O vinho na taça

A quantidade máxima de vinho na taça deve ser de 1/3. Isso porque o vinho ficou lá dentro da garrafa, sem contato com o ar durante meses ou anos, agora ele precisa respirar para liberar seus aromas e mostrar sua beleza. Se você encher a taça até em cima não sobrará espaço para o ar.


Como você só colocou a quantidade de vinho que nós combinamos na taça (no máximo 1/3), haverá espaço suficiente para todos os exames do vinho.
Agora incline a taça para frente e coloque-a em pé de novo. Preste atenção no líquido que escorre pelas paredes da taça. Quanto maior o teor alcoólico, mais lentamente as pernas, arcos ou lágrimas do vinho descerão. Esta é a primeira etapa do exame visual.
Os portugueses dizem: "se não chora o vinho, choro eu!" porque os vinhos com baixo teor alcoólico, que têm poucas lágrimas, são bobos, sem corpo, e deixam triste qualquer um que goste de vinhos.
Incline a taça novamente e, sobre um fundo branco, repare na borda da lâmina de vinho, preste atenção nas cores do vinho. A coloração de um vinho pode dizer muita coisa sobre quem ele é e em que estágio de vida está a bebida que vamos tomar daqui a pouco.

A ARTE DE DE DEGUSTAR



Para quem está se iniciando no mundo do vinho, observar alguém fazendo uma degustação parece algo mágico ou uma coisa reservada a alguns poucos eleitos. Mas não é verdade. A degustação é uma arte/habilidade, que se adquire com o tempo, a partir de experiências individuais e coletivas. Qualquer pessoa, com um pouco de disciplina, pode desenvolver os sentidos da visão, do olfato e do gosto.
Enquanto a análise química consegue determinar e quantificar todas as substâncias contidas num vinho, só a análise sensorial é capaz de responder se o vinho é bom ou não e por quê. Embora às vezes negligenciado, o exame visual é importante. É ele que vai dizer se um vinho é jovem (esverdeado ou amarelo-claro para os brancos, vermelho-púrpura nos tintos) ou mais envelhecido (amarelo-escuro nos brancos, vermelho-alaranjado nos tintos).
Olhando o vinho, é possível adivinhar outras características: vinhos de cores vivas e brilhantes quase sempre têm acidez alta; quanto mais intensa e carregada a cor, mais encorpado é o vinho. Dá para se ter idéia do teor alcoólico observando as lágrimas que escorrem pelas paredes do copo: quanto maior a quantidade desses arquetes, geralmente mais alta é a concentração de álcool etílico. O exame olfativo é o mais rico, porém difícil e complexo, porque as substâncias contidas no vinho são inúmeras e presentes em baixa concentrações. Pode-se detectar aromas de flores, frutas frescas, frutas secas, especiarias, cheiros vegetais ou de origem animal (couro, caça). Estes aromas são chamados primários, quando originários da própria uva; secundários, se adquiridos durante a fermentação; e terciários ou de envelhecimento, quando formados na garrafa, ao longo dos anos.
Quanto aos açúcares residuais - aqueles que permanecem depois da fermentação alcoólica - os vinhos podem ser secos, suaves ou doces. Para avaliar a acidez é só prestar atenção na salivação que ele provoca: quanto mais ácido o vinho, mais água na boca. A alcoolicidade é aquela sensação de queimação na boca, no esôfago e no estômago. Maciez é uma sensação tátil, provocada pelo açúcar e/ou glicerina e álcool.

CONHEÇA ALGUMAS EXPRESSÕES:





Adstringente: vinho com excesso de taninos, que deixa na boca uma sensação de cica. É o que se chama de rascante, em línguagem popular.
Frutado: com aroma e gosto de frutas frescas.
Longo: vinho de boa persistência na boca. O contrário de curto.
Magro: com pouco corpo, sem presença na boca.
Seco: tem um máximo de 5 gramas por litros de açúcares residuais.
Suave: não quer dizer exatamente delicado e sim ligeiramente adocicado.
Vinoso: característica de vinhos muito jovens, lembrando o cheiro de uva recém esmagada.

TEMPERATURA IDEAL:




A tão falada temperatura ambiente varia muito, dependendo do lugar e da época do ano. Por isso, melhor esquecê-la e se preocupar com a temperatura de serviço de cada tipo de vinho. O vinho que se bebe mais resfriado é o chamapanhe ou o espumante brut (o tipo mais seco), especialmente por dois motivos: a temperatura baixa conserva por mais tempo seus aromas delicados e mantém sob controle a agressividade do gás carbônico. A sensação que o gás deve ser agradável e acariciante, jamais incômoda.
Um pouquinho acima ficam os espumantes demi-sec ou sauternes, os moscatéis do Sul da França, da Itália ou da Espanha e os doces alemães de qualidade. Aqui, o motivo da escolha é outro: numa temperatura mais alta, o açúcar contido nesses vinhos provoca uma sensação enjoativa.
Brancos secos vêm em seguida, servidos entre 10º e 12º, o que permite que seus delicados aromas não se percam tão rapidamente. assim também se consegue administrar a sensação de alcoolicidade, que parece maior quanto mais alta é a temperatura. Os rosados ficam bem uns dois graus acima dos brancos secos. Para os tintos, vale uma regra simples: os mais leves, na faixa dos 16º-18º, e os mais encorpados em torno de 20º . Abaixo disso, os taninos pegam na boca, provocando uma desagradável sensação de adstringência; acima é o alcoól que incomoda.
Portanto, se o garçom fizer cara feia quando você pedir um balde para o seu vinho, não se importe. Beber vinho a 26º-28º não é prazer é sacrifício. Mas atenção: é só para refrescar, quando necessário. Porque muito tempo no balde e a temperatura baixar demais, aí a emenda fica pior que o soneto.

A REMOÇÃO DA CÁPSULA,A ABERTURA DA GARRAFA





Antes de se abrir uma garrafa de vinho deve-se retirar a porção da cápsula em contato com a abertura da garrafa e limpar o gargalo com um pano, pois, na maioria dos vinhos de boa qualidade a cápsula é feita de chumbo que é tóxico. A cápsula, deve ser cortada abaixo do ressalto maior do gargalo, próximo à abertura da garrafa. Isto pode ser feito com uma faca.


Pode-se também fazer a remoção da cápsula utilizando o corta-cápsulas ("foil-cutter"), que é um acessório que tem a forma de um "U" cuja abertura abraça o gargalo. Pressionado no gargalo e girado, ele corta a cápsula através de disquinhos de aço existentes na sua base, mas em geral corta mais rente à borda do gargalo.

A LIMPEZA DO GARGALO


Após a remoção da cápsula, deve-se limpar vigorosamente o gargalo, com um guardanapo de pano ou de papel, principalmente se a cápsula removida for de chumbo que, como já foi dito, é um material tóxico ao organismo.

A RETIRADA DA ROLHA




A seguir, é fundamental a escolha de um saca-rolhas que exija pouco esforço do usuário e seja eficiente na sua função essencial, que é tirar a rolha, sem danificá-la. A abertura da garrafa de vinho é uma operação óbvia e simples, mas pode-se transformar em verdadeira tortura se não se dispõe de um saca-rolhas adequado.
A maioria dos saca-rolhas, entretanto, usa até hoje o velho sistema da haste helicoidal que penetra na rolha e para o bom funcionamento do saca-rolhas a haste é o ítem fudamental. Em um bom saca-rolhas a haste deve obedecer dois pontos essenciais:
a) Ter um passo amplo, isto é, as voltas da espiral devem ser largas, lembrando o rabo do porco, e não curtas como as voltas de um parafuso. Quando o passo é curto a haste não abraça firmemente a cortiça e, ao ser puxada, esfarela a rolha e não a retira.
b) Ser revestida de teflon, material que permite um perfeito deslizamento da helicoidal no interior da cortiça.


Os saca-rolhas mais comuns


Modelo em "T"
Em geral esse tipo tem o passo da hélice muito curto e exige grande esforço. Não é à toa que o chamam "bate-coxa", porque tem que se colocar a garrafa entre as coxas apertando-a firmemente. Ideal para os amigos da força e do contorcionismo!

Modelo de alavanca única
Também chamado "modelo sommelier" ou "amigo do garçon", que possui uma só alavanca, através de uma peça que se coloca na borda do gargalo e serve de apoio para a alavanca que se faz com o próprio cabo do saca-rolhas.Embora teoricamente melhor, a maioria existente no mercado também possuem o passo da hélice muito curto. Resultado: não se faz esforço, mas a rolha também não sai!

Modelo de alavanca dupla
Possui dois braços laterais que sobem ao se introduzir a hélice na rolha; e depois são abaixados, alavancando a saída da rolha. Apesar de exigir menor esforço padece dos mesmos inconvenientes do tipo anterior.
Os saca-rolhas de lâminas e de injeção de gás
Existem dois tipos de saca-rolhas que são muito quando úteis a rolha já foi danificada e/ou ameaça cair dentro do vinho. São os saca-rolhas de lâminas, que são introduzidas entre o vidro e a rolha e que, com movimentos circulares, retiram a rolha.


saca-rolhas de lâminas

Há, também, saca-rolhas que injetam, por uma agulha, um gás inerte que expulsa a rolha, mas que pode estourar a garrafa se injetado em excesso.
Os melhores saca-rolhas
Os mais modernos e melhores saca-rolhas utilizam o mecanismo de "contra-rosca". Nesse mecanismo, gira-se o cabo para hélice penetrar na rolha e, quando ela chega ao final, continuando-se a girar, a rolha sobe pela haste e sai. Os saca-rolhas "contra-rosca" existem em vários modelos, preços, designs e nacionalidades diferentes, mas os que fazem mais sucesso entre os enófilos são os da marca franco-americana "Screwpull - Le Creuset". São de uma eficiência fantástica e apresentam-se em vários modelos, o "pocket-model", de bolso, mais simples e que custa cerca de 15 dólares (na Europa e nos EUA), o "table-model", que vem com um suporte para ser colocado à mesa, e o "lever-model", modelo profissional de sistema de alavanca, que custa cerca de 100 dólares. Esse último, apesar de meio exagerado, é um show à parte e foi desenvolvido por um engenheiro da NASA, Herb Allen, que vendeu o design para os franceses. Segundo experts, no entanto, é uma versão moderna de um modelo que já existia no século dezenove. Apesar custarem aqui no Brasil o dobro dos preços mencionados, os corta-cápsulas e os saca-rolhas da marca "Screwpull - Le Creuset" são os melhores existentes na atualidade.

SACA-ROLHAS SCREWPULL - LE CREUSET

Da esquerda para a direita:
- lever-model
- table-model
- pocket-model



A AERAÇÃO OU "RESPIRAÇÃO" DO VINHO

DICA

 


• O profissional deve exibir a garrafa e dar a prova do vinho a quem fez o pedido.
• A garrafa deve ser aberta sem ruído e a cápsula depositada num pires, nunca no bolso ou no balde de gelo.
• Após cheirar a rolha o cliente deve examiná-la.
• Jamais permitir que o cliente sirva a si próprio ou fique com a taça completamente vazia.
• Não abrir nova garrafa sem consultar a mesa.
• Mudando o vinho, todas as taças são trocadas.

Sete dicas práticas de combinação de pratos e vinhos

Para o leigo é realmente difícil a tarefa de escolher um vinho apropriado para uma determinada refeição. A sensação é de que não temos bases seguras onde nos apoiar, e a variedade de vinhos é tão vasta que não sabemos por onde começar uma seleção.
Aqui vão algumas regras básicas:
1. O sal da comida combina com vinhos secos, assim como o adocicado da comida combina com vinhos doces.
2. Carnes brancas combinam com vinhos brancos, carnes vermelhas combinam com vinhos tintos, e, carnes rosadas e salmonadas combinam com vinhos rosés.
3. Molhos brancos combinam com vinho branco, molhos vermelhos combinam com vinho tinto, e, molhos rosés combinam com vinho rosé.
4. Comidas regionais combinam com vinhos regionais (pizzas com vinho italiano, bacalhoada com vinho português, paella com vinho espanhol, ceviche com vinho chileno....)
5. Comidas de sabor intenso e persistente pedem vinhos de sabor intenso e persistente. O contrário também é verdadeiro.
6. Vinhos amadeirados tendem a desenvolver sabores mais intensos, por isso não são aconselhados para acompanhar comidas de sabor leve.
É isso aí, como última dica, orientamos a nunca servir a seus convidados, vinhos que não tenha previamente experimentado.

O estouro do espumante



O estouro do espumante é sempre um ato de comemoração e o seu exito total depende de dois fatores : temperatura da garrafa e agitar a mesma previamente.
Quanto mais fria a temperatura da garrafa menor e mais lenta será a liberação do gás. Abertura de garrafas a temperaturas muito baixas são o motivo de muitos estouros fracos e de espumas esqualidas.
Por outro lado, garrafa a temperatura ambiente e com ausência de gás, não é própria para apreciação. Se a intenção é de promover um brinde, saiba que esta cerimônia não depende de estouro. Se a intenção no entanto é promover um estouro e na seqüência, um brinde, então separe duas garrafas, uma para cada ocasião e cada uma com suas devidas preparações.

FEIJOADA E VINHO, COMBINAM



Certamente que sim! Vinhos tintos de bom tanino e com leve pegada ácida podem acompanhar bem este denso e delicioso prato. A gordura presente na feijoada tende a amansar o tanino do vinho e a leve pegada ácida dá um toque de frescor à bebida.
O frescor do vinho pode ainda ser realçado associando corpo medianamente encorpado e servido levemente fresco.
Procure vinhos de persistência leve.
Experimente com:
Salton Classic Merlot
Cotes du Rhône
Tempranillo argentino
Shiraz chileno

O que não combina com Vinho e Feijoada?
Dois fatores podem definitivamente comprometer o prazer de saborear feijoada e vinho: Ambiente quente e abafado. Prefira restaurantes climatizados.
Excesso de consumo. A idéia é acabar a refeição e estar pronto para um passeio ao shopping, não para um encontro horizontal com o sofá.

Desmistificando o vinho






Aparentemente não há muito o que se comentar a respeito da rolha, no entanto, ela esconde alguns segredos e procedimentos que vale muito a pena conhecer.
Existem vários tipos de rolha quanto à forma como são feitas e o material usado, e isto importa saber para determinar que segredos ela pode revelar e que procedimentos demanda.
A mais tradicional das rolhas é a de cortiça inteiriça (as quais ainda se dividem em cortiças rígidas e cortiças flexíveis), também temos a cortiça aglomerada (feita de inúmeros pedacinhos aglomerados), a cortiça mista ( que tem o corpo aglomerado e as extremidades feitas de cortiça integral), e, mais recentemente, temos as cortiças sintéticas.
É comum que o garçom abra a garrafa e nos ofereça a rolha. Este procedimento tem pertinência pois, na eventualidade do vinho estar estragado, este inconveniente poderá ser detectado através de um exame olfativo – menos penoso que o exame de paladar -.
Primeiramente a rolha deve apresentar cheiro intenso de vinho, dando indicação de que foi armazenada de forma correta, ou seja, deitada.
O cheiro intenso de vinho também nos conduz à suposição de que ela cumpriu seu papel no trabalho de vedação.
O mal cheiro na rolha indica que o vinho está estragado, e, a causa disto pode estar em que a rolha permitiu a entrada de ar ou que ela foi infectada por fungos.
As rolhas de cortiça aglomerada ou as rolhas sintéticas não sofrem ação de fungos, por outro lado, em nada contribuem com a evolução do vinho, desta forma, são indicadas para vinhos novos e de consumo imediato.
Quando o serviço do vinho está sendo efetuado pelo Sommelier, cabe a ele cheirar a rolha e experimentar o vinho. É simpático, o Sommelier, após cheirar a rolha, oferecê-la discretamente ao cliente, para que este compartilhe da análise.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A ROLHA: Observar? Cheirar? Ignorar?

Por que a rolha é colocada a sua frente pelo Sommelier no momento em que se abre a garrafa!?
corks rolhas
Não. Não é para levar para sua coleção…
E sempre há aquela dúvida: olhar? (para ver o que?), cheirar? (para sentir o que?).
Pois bem, o ato de apresentar a rolha a quem fez o pedido do vinho é uma tradição muito antiga. Atualmente, muito especialista considera desnecessário. Eu prefiro a tradição de receber a rolha. E por quê?
Não é só jogo de cena. Analisar a rolha te traz algumas informações e, por isso, ela costumou a ser apresentada ao cliente pelo Sommelier.
Por partes:
1)      A rolha é a prova de autenticidade do vinho que lhe está sendo apresentado. Geralmente a rolha traz algumas informações do produtor e do rótulo. No passado, havia falsificações , ou seja, engarrafava-se qualquer coisa na garrafa de um bom vinho e a pequena rolha de cortiça era prova de autenticidade;
2)      Cheirar a rolha é o primeio passo para certificar-se de que o vinho não apresentará defeito. Quando a rolha tem cheiro de pano molhado, significa que pegou fungo;
3)      Observar a rolha nos fornece outras informações:
  • o vinho foi corretamente acondicionado, quando ela está bastante úmida
  • não há resíduos de cortiça no vinho, quando ela está intacta, e portanto não precisamos coar o vinho antes de bebê-lo
  • não houve contato inadequado com o mundo exterior. Se a rolha apresenta sinais de vazamento lateral, essa guarda foi malfeita e o vinho está questionável.
Se achar que o odor da rolha está com essa característica de mofo, pano molhado, peça para o Sommelier atestar se o vinho está OK. Nesse caso, o Sommelier fará aquela primeira prova do vinho (se ele fizer careta e servir você, dê uma garrafada nele!!! Brincadeirinha, ele vai trocar a garrafa…).

etiqueta

Se fui convidada para um jantar e meu lugar à mesa - escolhido pelo anfitrião - é ao lado de uma pessoa com a qual não tenho afinidade ou já tive algum tipo de problema, posso pedir para trocar?

Se tiver muita intimidade com o anfitrião, pode pedir, mas antes de todos se sentarem, para não causar constrangimento. Caso imagine a possibilidade da presença de uma pessoa com quem não quer se encontrar, pergunte ao dono da casa se ela realmente estará lá. Ao receber uma resposta positiva, o que resta é agradecer o convite e não ir.

rolha do vinho

Não devemos subestimar a importância da rolha na qualidade do vinho. Inicialmente eram utilizados outros materiais como estopa, pano, crina de cavalos e pergaminho, chegando-se finalmente a utilização da rolha de cortiça para tampar as garrafas de vinho. A idéia de empregar a cortiça como rolha é atribuída a Dom Perignon. A cortiça possui qualidades que até agora a tornaram praticamente insubstituível: porosidade, leveza, elasticidade, impermeabilidade e isolamento. Virtudes alcançadas graças ao fato de possuir centenas de células agregadas, com muito ar, em cada centímetro cúbico. Existem diversos tipos de rolhas de cortiça que são empregadas conforme o tipo de vinho. São basicamente cinco os tipos de rolhas: monolítico, granular aglomerado, composto de fatias de cortiça natural e aglomerado, composto de seções de cortiça natural e a de alta tecnologia.


Uma rolha de má qualidade pode comprometer a qualidade do vinho, transmitindo o desagradável e irreparável “sabor de rolha”, tal defeito pode ser conseqüência de pequenos parasitas nas fendas da rolha ou mofo, ou ainda pelo cloro utilizado no alvejamento da rolha. Ocorre do odor de rolhas ser fugaz, bastando descartar os primeiros centilitros da bebida. Daí a obrigação dos someliers em verificar pelo olfato a qualidade da rolha antes de colocar o vinho à prova. Atualmente alguns vinhos, principalmente espumantes e brancos jovens, são tampados com rolhas de polietileno. Essas rolhas têm um coeficiente de permeabilidade maior que ao da cortiça, mas são pouco elásticas proporcionando uma vedação menos adequada. Possuem, no entanto a seu favor o baixo custo e impossibilidade do “sabor de rolha”. As rolhas são também “souvenirs”. Hoje é comum apreciadores de vinhos guardarem as rolhas em um recipiente decorativo de vidro ou cristal como forma de lembrarem dos grandes vinhos que provaram e dos agradáveis momentos que estas bebidas, em boa companhia, proporcionaram

Baco, o Deus do Vinho


Sémele quando estava grávida exigiu a Júpiter que se apresentasse na sua presença em toda a glória, para que ela pudesse ver o verdadeiro aspecto do pai do seu filho. O deus ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando finalmente apareceu em todo o seu esplendor, Sémele, como mortal que era, não pôde suportar tal visão e caiu fulminada. Júpiter tomou então das cinzas o feto ainda no sexto mês e meteu-o dentro da barriga da sua própria perna, onde terminou a gestação.

Ao tornar-se adulto, Baco apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém, a inveja de Hera levou-a a torná-lo louco a vagar por várias partes da Terra. Quando passa pela Frígia, a deusa Cíbele cura-o e o instrui nos seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da vinha. Quis introduzir o seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição por alguns príncipes receosos do alvoroço por ele causado.
O rei Penteu proíbe os ritos do novo culto ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Baco e levá-lo até ele. Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Baco, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos. Este se apresenta como Acetes, um piloto, e conta que, certa vez velejando para Delos, ele e seus marinheiros tocaram na ilha de Dia e lá desembarcaram. Na manhã seguinte os marinheiros encontraram um jovem de aparencia delicada adormecido, que julgaram ser um filho de um rei, e que conseguiriam uma boa quantia em seu resgate. Observando-o, Acetes percebe algo superior aos mortais no jovem e pensa se tratar de alguma divindade e pede perdão a ele pelos maus tratos. Porém seus companheiros, cegados pela cobiça, levam-no a bordo mesmo com a oposição de Acetes. Os marinheiros mentem dizendo que levariam Baco (pois era realmente ele) onde ele quisesse estar, e Baco responde dizendo que Naxos era sua terra natal e que se eles o levassem a até lá seriam bem recompensados. Eles prometem fazer isso e dizem a Acetes para levar o menino a Naxos. Porém, quando ele começa a manobrar em direção a Naxos ouve sussurros e vê sinais de que deveria levá-lo ao Egito para ser vendido como escravo, e se recusa a participar do ato de baixeza.

Baco percebe a trama, olha para o mar entristecido, e de repente a nau pára no meio do mar como se fincada em terra. Assustados, os homens impelem seus remos e soltam mais as velas, tudo em vão. O cheiro agradável de vinho se alastra por toda a nau e percebe-se que vinhas crescem, carregadas de frutos sob o mastro e por toda a extensão do casco do navio e ouve-se sons melodiosos de flauta. Baco aparece com uma coroa de folhas de parra empunhando uma lança enfeitada de hera. Formas ágeis de animais selvagens brincam em torno de sua figura. Os marinheiros levados à loucura começam a se atirar para fora do barco e ao atingir a água seus corpos se achatavam e terminavam numa cauda retorcida. Os outros começam a ganhar membros de peixes, suas bocas alargam-se e narinas dilatam, escamas revestem-lhes todo o corpo e ganham nadadeiras em lugar dos braços. Toda a tripulação fôra transformada e dos 20 homens só restava Acetes, trêmulo de medo. Baco, porém, pede para que nada receie e navegue em direção a Naxos, onde encontra Ariadne e a toma como esposa. Cansado de ouvir aquela historia, Penteu manda aprisionar Acetes. E enquanto eram preparados os instrumentos de execução, as portas da prisão se abrem sozinhas e caem as cadeias que prendiam os membros de Acetes. Não se dando por vencido, Penteu se dirige ao local do culto encontrando sua própria mãe cega pelo deus, que ao ver Penteu manda as suas irmãs atacarem-no, dizendo ser um javali, o maior monstro que anda pelos bosques. Elas avançam, e ignorando as súplicas e pedidos de desculpa, matam-no. Assim é estabelecido na Grécia o culto de Baco. Certa vez, seu mestre e pai de criação, Sileno, perdeu-se e dias depois quando Midas o levou de volta e disse tê-lo encontrado perdido, Baco concedeu à ele um pedido. Embora entristecido por ele não ter escolhido algo melhor, deu a ele o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro. Depois, sendo ele uma divindade benévola, ouve as súplicas do mesmo para que tirasse dele esse poder.



Conheça um pouco sobre os vinhos Italianos

Histórico

A itália é o lider mundial de vinho, produz e consome mais vinho que qualquer outro país no mundo. Há 1,2 milhões de vitivinicultores italianos e o consumo per capita é de 104 litros por pessoa. Os vinhos italianos correspondem a 60% dos vinhos importados pelos EUA e os vinhos também são exportados para a Alemanha e para a França.
A expansão dos vinhos italianos é surpreendente, tanto pela quantidade dos tipos de uva como pelos estilos diferentes de vinhos. O interesse pelos vinhos italianos está crescendo e, embora seja um assunto que tende a ser confuso, as recompensas estão aqui para aqueles que persistirem. Os clientes que procuram se aventurar com novos vinhos e procuram vinhos que combinem com a comida estão voltando às variedades italianas tradicionais, tais como Sangiovese, Barbera e Pinot Grigio.
Produtores americanos das variedades italianas mais populares, os chamados "Cal-Itals", da Califórnia, também estão voltados ao prazer exclusivo das variedades italianas. Várias áreas de crescimento na Califórnia, incluindo Napa Valley, Sonomia e a Sierra Foothills, aparecem bem situadas, pois produzem as variedades de uvas italianas que são cultivadas em climas quentes e solo úmido.
A Lei do Vinho Italiano
Como os franceses, os italianos têm um sistema de leis de vinho para regularizar a indústria. Essas leis de vinho modernas foram estabelecidas em 1963 para dar estrutura à indústria de vinho não regularizada. O sistema tem algumas peculiaridades, mas pode ser um ponto útil de referência para consumidores interessados em aprender sobre a indústria de vinho italiana. As leis básicas que regulamentam a produção, as uvas viticulturais e a quantidade máxima e mínima de álcool foram definidas naquela época. Foram estabelecidas três categorais:
Vinho da Tavola
Também conhecida como vinho de mesa, mas com algumas exceções, vinhos simples, saborosos e baratos, tomados todos os dias. Ironicamente, esta categoria também representa alguns vinhos classificados com Super Toscanos, que são mais caros.
I.G.T (Indicazione Geografica Tipica)
Em 1992, entre muitas mudanças feitas, as leis Goria foram passadas para trazer maior flexibilidade à produção e adicionar uma nova categoria. A IGT, tornou-se uma nova classificação regida por lei, substituindo a Vini Tipici, como a base na pirâmide de qualidade. Ironicamente, alguns vinhos mais caros e mais conceituados, antigamente vendidos com Vino de Tavola podem ser encontrados agora atualizados para IGT.
D.O.C (Denominazione di Origine Controllata)
Há, aproximadamente, 250 zonas de DOC e 700 vinhos italianos estão nesta classificação. Entretanto, somente uma pequena porcentagem desses vinhos tem alguma viabilidade comercial. Apenas vinte DOCs representam 45% da produção total de DOC do país.
D.O.C.G (Denominazione di Origine Controllata e Garantita)
Primeiramente classificados em 1970 com a intenção de adicionar uma classificação de qualidade para o topo da pirâmide de vinho. Os 14 vinhos DOCG indicam a mais alta qualidade (vinhos que não são apenas controlados mas também garantidos). Os vinhos DOCG são os nomes famosos como Barolo, Barbaresco, Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano. Vinhos adicionais são solicitados por meio de classificação de DOCG, pra que o grupo de 14 vinhos existentes continue crescendo.
As Regiões Italianas
Noroeste
Piemonte
O Piemonte produz o que podemos descrever como os melhores vinhos tintos da Itália. No Piemonte, há 38 zonas DOCG e 43 tipos de vinho. Diversos vinhos DOCG conhecidos vêm de Piemonte.
O Barolo DOCG é um vinho rico e poderoso feito com uva Nebbiolo e vem de uma região com o mesmo nome . Barolo tem quatro anos de envelhecimento, é especificado com Riserva (cinco anos de envelhecimento ganha uma designação de Riserva Speciale).
O Barbaresco DOCG também é feito de Nebbiolo e tem o mesmo nome da área e da cidade. Levemente mais suave que o Barolo e mais jovem, é outra marca de referência dos grandes e ricos vinhos tintos italianos.
O Gattinara DOCG é o terceiro vinho de Piemonte mais cotado. Também é feito com Nebbiolo e tem o nome de uma pequena região onde é feiot, mas é mais leve que os outros dois.
Barbera é a maior plantação de uva no Piemonte e os vinhos Barbera D'Alba DOC, são engarrafados com o nome da uva e não com o nome da área. Barbera é saboroso, tânico e com grande frescor conferido pela acidez.
Outro vinho nomeado pela variedade e não pela região, é o Dolcetto D'Alba DOC, outro vino tinto mais leve que os piemonteses frequentemente gostam com o primeiro prato.
O Asti Spumante DOCG e o Moscato d'Asti DOCG oferecem vinhos frisantes e espumantes feitos, geralmente, com uvas Muscat e pelo método Charmat.
Grignolino DOC, um vinho rose seco suave e saboroso é, às vezes, encontrado em estilos que são um pouco "petillant", ligeiramente frizante.
Os vinhos brancos notáveis produzidos na região incluem o Arneis e o Gavi (Cortese).
Lombardia
Lombardia é a região mais popular e industrializada da Itália. Entre as regiões produtoras de vinhos estão Valtelilina, com vinhos de estilo leve feitos com Chiavennasca (um sinônimo para Nebbiolo) e Oltrépo Pavese, que trabalha com a maior produção de qualqer zona DOC e tem direito a mais da metade da produção de vinhos tintos e brancos de Lombardia. Franciacorta é uma pequena denominação de alta qualidade que é muito conhecidad pelos vinhos espumantes produzidos pelo Méthode Champenoise.
Nordeste
Veneto
A maior região nordestina da Itália abriga as três regiões de vinhos mais importantes conhecidas como Tre Venezie (Três Venezas) por fazerem parte do reino Veneziano. Veneto é a terceira em produção depois de Puglia e da Sicilia e tem os vinhos mais famosos da Itália.
Os vinhos da área dos arredores da cidade de Verono incluem o vinho branco Soave. O espumante Prosecco e os tintos Valpolicella e Bardolino.
Os vinhos Valpolicella estão entre os mais suaves e frutados da Itália, produzido com as uvas Corvina, Rondinella e Molinara. Passito é o termo italiano para vinho de uva seca e Valpolicella tem duas versões: Recioto della Valpolicella que é feito com uvas secas em um estilo doce; e a versão seca, um dos vinhos mais famosos da Itália, o Amarone della Valpolicella.
Bardolino utiliza as mesmas uvas básicas que o Valpolicella. Poder ser suave e tinto, ou rosé (um estilo chamado chiaretto).
O vinho branco Soave é feio com uvas Gargane e Trebbiano e embora seja geralmente seco, existe nos estilos doce (recioto) e espumante. Soave perde apenas em volume para o Chianti, entre os vinhos DOC e Prosecco é o segundo vinho espumante mais requisitado depois do Asti. A área Breganze com alguns vinhedos nos pés das montanhas dos Alpes e alguns no solo pedregoso ao norte da cidade de Vicenze, produz uma variedade de uvas internacionais e italianas.
Friuli-Venezia Giulia
A segunda das Tre Venezie, Friuli fronteira com Austria ao norte e Eslovênia ao leste. Embora a Itália seja conhecida no mundo do vinho por seus vinhos tintos, os vinhos brancos do Friuli são responsáveis pelo reconhecimento desta região.
Os melhores vinhos são de uma série de encostas chamadas Colli: Colli Orientali del Friuili (leste), Colli Grave del Friuli (Oeste) e Colli Goriziana (Gorizia).
Os vinhos brancos incluem Pinot Grigio, Pinot Bianco, Tocai Friulano, Ribolla Gialla, Sauvignon Blanc e Gewurztraminer. Friuli também produz vinhos tintos mais leves como Pinot Nero (Pinot Noir), Merlot e Cabernet Saubignon.
Trentino-Alto Adige
A maior parte dessa região, que faz fronteira com a Austria, está dividida em nativos alemães do Alto Adige (Sud Tirol) ao norte e de nativos italianos de Trentino ao Sul.
A região norte produz dos melhores vinhos brancos da Itália, incluindo Pinot Grigio, Chardonnay, Pinot Bianco, Riesling e Muller-Thurgau e alguns vinhos tintos, como, Cabernet Sauvignon, Merlot e o local Schiavo e Lagrein.
Em Trentino, ao sul, os vinhos incluem o excelente Chardonnay e uma variedade de vinhos tintos, com o Teroldego.
Itália Central
Emilia-Romagna
O vinho mais famoso desta região é o Lambrusco.
Lambrusco pode ser frisante ou seco e saboroso e os estilis branco e tinto são feitos com diversas uvas brancas e tintas do mesmo nome.
Um vinho branco DOCG notável também vem da Emilia-Romagna. Chamado Albana di Romagna DOCG, estão classificado desde 1987. Este vinho é vinificado com uma uva com o mesmo nome em estilos que variam do seco ao semidoce.
Toscana.
Chianti é a maior zona de vinho existente na Toscana. Todas as zonas são status DOCG e estão divididas em sete distritos. Dois distritos têm vinhos disponíveis no mercado mundial. Chianti Classico (Classico se refere à área não definida para uma reserva ou um posterior engarrafamento) e Chianti Ruffina. Adicionando aos seus distritos de produção, os vinhos Chianti variam em estilo de acordo com o envelhecimento.
Chianti DOCG é sempre um vinho tinto seco, com notas de fruta muito concentrada, mas frequentemente, feito diretamente com as uvas Sangiovese. Chianti combina com comidas e seus sabores e aromas de violeta e cereja são impressionantes. Chianti pode durar dez anos ou mais se for bem armazenado.
O segundo melhor vinho Toscano é o Brunello de Montalcino DOCG, da cidade com o mesmo nome no sul do distrito de Chianti. Brunello é um termo local referente a variedade de uvas Sangiovese.
Estes vinhos são de qualidade superior e produção limitada. Intenso, concentrado e tânico, eles tendem a requerer um envelhecimento longo (mais de 30 anos), embora alguns produtores estão fazendo um estilo mais acessível.
Rosso di Montalcino DOC é um vinho mais barato, pronto para beber em versões de safras mais novas ou de frutas de qualidade inferior.
Outros vinhos da Toscana
Vino Nobile di Montepulciano DOCG
Da cidade com o mesmo nome, estes vinhos são feitos basicamente com as mesmas uvas e a mesma "assemblage" que o Chianti, embora o clone Sangiovese neste distrito seja o Prugnolo Gentile. Vino Nobile di Montepulciano foi o primeiro DOCG e há outros exemplos excelentes.
Carmignamo DOCG
Este é um vinho tinto seco feito de uma mistura parecida com o Chianti, embora o Cabernet Sauvignon também possa ser utilizado.
Vernaccia di San Gimignamo DOCG
O melhor vinho branco toscano é vinificado com uma variedade de uvas do mesmo nome. Um vinho fresco com um sabor de amêndoa e de textura suavemente oleosa.
O que é um Super Tocano???
O fenômeno Super Toscano começou nos anos 70 quando alguns produtores decidiram começar a criar um novo estilo de vinho. Os vinhos eram chamados Super Toscanos, porque eram produzidos fora da zona do Chianti, ou porque suas uvas eram misturadas com outras variedades (Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Cabernet Franc) que não eram aceitas pelos requerimentos do DOCG para o Chianti, ou porque tinham 100% de Sangiovese que antigamente, era proibido na zona do Chianti.
Por mais que as misturas diferissem de um produtor para outro, o que estes vinhos tinham em comum eram as etiquetas com preços muito caros.
O super Toscano mais famoso como o Sassiscaia e Solaia pode induzir colecionadores a gastarem mais de U$ 200 em uma garrafa deç uma boa safra. Os vinhos podem variar de estilos, do Chianti ao Bordeaux, do Bordeaux ao Californiano, dependendo do assemblage.
Umbria
Aqui você encontrará outro vinho branco seco fresco. Orvieto DOC, tem o mesmo nome da cidade. Originalmente apenas feito em um estilo semi-doce o vinho deve ser, no mínimo 50% Trebbiano.
Torgiano é um vinho tinto fino e uma denominação de mesmo nome, as uvas são Sangiovese. Outro DOCG bem conceituado é o vinho Tinto Sagrantino de Montefalco, feito com uva local do mesmo nome. Este vinho também é vinificado em um estilo passito.
Lazio
A área que cerca Roma é conhecida com Frascati um vinho branco seco feito com Trebbiano e Malvasia.
Marche
Lar do Verdicchio um vinho branco seco excelente e barato feito com uvas do mesmo nome Castelli di Jesi & Matelica é o produtor mais renomado.
Abruzzo
Apenas três tipos de vinho aqui!
Montepulciano d'Abruzzo vinho tinto feito com uva do mesmo nome (não confunda com a cidade Toscana). Cerasuolo um vinho tinto mais suave com aroma de cereja feito com a mesma uva e Trebbiano d'Abruzzo um vinho branco feito com Trebbiano.
SUL
Puglia
No sul são feitos mais vinhos na Puglia que em qualquer outra região. Os vinhos aqui tendem a ser grandes, ricos e alcoólicos, feitos originalmente com Aleatico, Negro Amaro e Malvasia Nero.
Campania
Campania é a região que produz os vinhos mais finos e de alta qualidade do sul. Os vinhos incluem o DOCG Taurasi um tinto tânico e encorpado, feito com a uva Aglianico. Lacrima Christi (lágrimas de Cristo), mais conhecido como vinho dourado, mas também nos estilos tinto e espumante e Greco di Tufo, da uva Greco, uma das uvas mais antigas de origem grega.
Sicilia
Esta ilha a Sul é mais conhecida pelo vinho de sobremesa Marsala, mas também produz dois outros vinhos âmbar doces e ricos. Moscato Passito di Pantelleria e Malvasia delle Lipari. O parreiral controlado pelo estado, Corvo, embora não seja um DOC, produz um vinho de boa qualidade. Regaleali planta as uvas em altas altitudes para contrabalançar a temperatura quente da Sicília, seu melhor vinho é chamado Rosso del Conte.

Caves de Champagne, um ótima opção de viagem para o Inverno Europeu



A nevasca e o frio intenso que assolaram a maior parte da Europa nos últimos dias não conseguiram afugentar os bons bebedores de champagne. Os ingleses demoraram - o túnel do Canal da Mancha, que liga a Grã-Bretanha à França, ficou fechado por quase cinco dias, em função de problemas causados pela variação térmica nos trens - mas chegaram. Os belgas, maiores compradores individuais da bebida, que moram pertinho, vieram devagar, dadas as más condições da estrada, mas não faltaram. Isso para ficar apenas nos clientes cativos, que fazem questão de ir todos os anos direto à fonte.

Tradicionalmente, esta é a época em que os produtores mais vendem e a segunda de mais trabalho. Perde somente para o período da colheita, em setembro, quando famílias inteiras (além de milhares de trabalhadores contratados em regime temporário) passam muitos dias a fio cuidando das videiras. Os telefones não param, e as encomendas vêm de toda parte. Todos querem fazer seus estoques para as festas de fim de ano. A neblina e as temperaturas abaixo de zero não afetam as videiras (parece que elas gostam), que repousam até a primavera, quando começam a brotar novamente, mas mudam o cenário champenois, que, debaixo de neve, é ainda mais inspirador.
Marcas desconhecidas ganham mercado francês
Neste ano marcado pela crise financeira, as pequenas marcas, desconhecidas da maioria do público, ganharam evidência. Na França, os principais distribuidores do país anunciaram rótulos de que os próprios locais jamais ouviram falar. Em Paris, uma grande rede espalhou pela cidade cartazes com as 450 mil garrafas de Hubert de Claminger a 8,90 euros (cerca de R$ 22,40) que pretendia vender durante as festas de fim de ano. No encarte de outro supermercado importante, os preços começavam mais ou menos no mesmo patamar. No ano passado, não havia nada por menos de 12 euros, e as grandes casas não faziam qualquer cerimônia ao determinar os valores dos carros-chefes.

De acordo com dados do setor, as vendas das marcas mais baratas bateram 10% do total este ano, contra apenas 1% no ano passado. A explicação para o fenômeno está no fato de os clientes terem comprado de janeiro a outubro de 2009 quase a metade do que adquiriram no mesmo período ano passado, em função das turbulências financeiras que atingiram o mundo inteiro. Nos Estados Unidos, jornais americanos também ressaltaram marcas menos ilustres.
O novo comportamento do grande consumidor de atacado deveria ser a regra do turista varejista. Ainda que estrangeiros não tenham acesso a grandes quantidades (no Brasil, o teto permitido pela lei é de 12 garrafas por pessoa, até o limite de US$ 500), é possível fazer um pequeno estoque de preciosidades. Descobrir as pequenas casas de champagne é um dos maiores prazeres da visita à região.
Para quem tem pouco tempo, podem-se seguir as recomendações de guias especializados em vinhos, como o francês Hachette ou o americano Parker. Por mais que muitos torçam o nariz para o fato de estarem nos guias - gostam de saber (ou acreditar) que seu champagne é procurado pelos entendidos capazes de identificar o valor do produto e as tradições da casa - cada vez mais consumidores batem à sua porta em busca de qualidade e bons preços. Não é à toa que muitos deixam logo na entrada da cave todas as menções recebidas nos guias mais importantes. Mas o bom champagne não é só aquele que está nas publicações especializadas. As boas casas estão por toda a parte.

Jean-Pierre Legret recebeu duas estrelas no guia francês Hachette deste ano para o seu espetacular rosé. As vendas aumentaram bastante por conta da referência. No entanto, o tratamento ao cliente é o mesmo. Entre os quatro telefonemas que recebeu, ao longo de 40 minutos, conseguiu fazer os visitantes experimentarem os três principais rótulos da casa, com direito a bis. Terminou pelo rosé, para que os clientes não se deixassem influenciar. Tudo isso para vender apenas uma caixa. Cada garrafa sai a 13,80 euros (R$ 34,74). É assim que trabalham os pequenos produtores: tentam cativar a clientela com degustações e boa conversa jogada fora na cozinha.
Na família Huot, todos trabalham para produzir já pela quarta geração o champagne Huot Fils. O brut tradition (14 euros, ou R$ 35, 24) ganhou três estrelas no guia Hachette deste ano, mas a dona da casa faz questão de mostrar seus outros rótulos. Nem a famosa Veuve Clicquot recebeu três estrelas para a versão que não é millésime (como são chamados os champagnes de anos de safras extraordinárias). O L'annonciade é feito com vinho reserva de oito anos atrás. E o brut zéro é a surpresa da viagem. Não se trata de um champagne dietético. Nada é diet na região. No entanto, não leva adição de açúcar, como a maioria. O sabor adocicado vem do acréscimo de vinho mais antigo à mistura. É perfeito para acompanhar ostras, segundo aconselha madame Huot.
Em Baye, vilarejo de apenas 500 habitantes, o champagne rosé de Yves Jacques desapareceu em questão de semanas, logo depois de ter sido considerado o melhor do ano em 2005. Por esta razão, ele não mandou suas amostras aos jurados no ano seguinte. Não quis deixar os clientes cativos na mão. Guias debaixo do braço naquele ano, novos e os velhos clientes não perderam tempo: arremataram todo o lote. Da cave de Jacques, saem aproximadamente 130 mil garrafas de champagne por ano, produzidas e manipuladas desde a vinha.
Prestigie as pequenas, mas não se esqueça das grandes. A visita às marcas mais famosas pode começar numa antiga abadia beneditina de Saint Nicaise, posta abaixo durante a Revolução Francesa. Nela, sobraram as caves onde os monges produziam e armazenavam os vinhos consumidos nas missas ou durante as refeições. Ali, se instalou, em 1950, a famosa casa Taittinger, responsável pela venda e produção de quatro a cinco milhões de garrafas por ano. A menos de 30 quilômetros ao sul de Reims, em Épernay, a chamada capital do champagne, fica, entre muitas outras, a famosa Moët et Chandon. Essa tradicional casa, maior produtora do mundo, é dona de 28 dos 110 quilômetros de galerias subterrâneas. Ainda em Épernay, podem ser visitadas a Mercier e a De Castellane.
Serviço
Jean-Pierre Legret: 6 rue de Bannay, Talus-St-Prix. Tel. (33) 3 2652-8141.
L. Huot Fils: 27 rue Julien Ducos, Saint-Martin d'Ablois. Tel. (33) 3 2659-9281.
Gérard Loriot: Rue Saint-Vincent, Le Mesnil-le-Huttier, Festigny. Tel. (33) 3 2658-3532.
De Castellane: Avenue de Champagne, Épernay. Tel. (33) 3 2651-1919. www.castellane.com
Mercier:73 Avenue de Champagne, Épernay. Tel. (33) 3 2651-2222
Moët & Chandon: 18 Avenue de Champagne, Épernay. Tel. (33) 3 2651-2020. www.moet.com
Taittinger: 9 Place Saint-Nicaise, Reims. Tel. (33) 3 2685-8433. www.taittinger.com
Veuve-Clicquot Ponsardin: 1 Place des Droits de l'homme, Reims. Tel. (33) 3 2689-5390. www.veuve-clicquot.com