
Não. Não é para levar para sua coleção…
E sempre há aquela dúvida: olhar? (para ver o que?), cheirar? (para sentir o que?).
Pois bem, o ato de apresentar a rolha a quem fez o pedido do vinho é uma tradição muito antiga. Atualmente, muito especialista considera desnecessário. Eu prefiro a tradição de receber a rolha. E por quê?
Não é só jogo de cena. Analisar a rolha te traz algumas informações e, por isso, ela costumou a ser apresentada ao cliente pelo Sommelier.
Por partes:
1) A rolha é a prova de autenticidade do vinho que lhe está sendo apresentado. Geralmente a rolha traz algumas informações do produtor e do rótulo. No passado, havia falsificações , ou seja, engarrafava-se qualquer coisa na garrafa de um bom vinho e a pequena rolha de cortiça era prova de autenticidade;
2) Cheirar a rolha é o primeio passo para certificar-se de que o vinho não apresentará defeito. Quando a rolha tem cheiro de pano molhado, significa que pegou fungo;
3) Observar a rolha nos fornece outras informações:
- o vinho foi corretamente acondicionado, quando ela está bastante úmida
- não há resíduos de cortiça no vinho, quando ela está intacta, e portanto não precisamos coar o vinho antes de bebê-lo
- não houve contato inadequado com o mundo exterior. Se a rolha apresenta sinais de vazamento lateral, essa guarda foi malfeita e o vinho está questionável.
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