
A tão falada temperatura ambiente varia muito, dependendo do lugar e da época do ano. Por isso, melhor esquecê-la e se preocupar com a temperatura de serviço de cada tipo de vinho. O vinho que se bebe mais resfriado é o chamapanhe ou o espumante brut (o tipo mais seco), especialmente por dois motivos: a temperatura baixa conserva por mais tempo seus aromas delicados e mantém sob controle a agressividade do gás carbônico. A sensação que o gás deve ser agradável e acariciante, jamais incômoda.
Um pouquinho acima ficam os espumantes demi-sec ou sauternes, os moscatéis do Sul da França, da Itália ou da Espanha e os doces alemães de qualidade. Aqui, o motivo da escolha é outro: numa temperatura mais alta, o açúcar contido nesses vinhos provoca uma sensação enjoativa.
Brancos secos vêm em seguida, servidos entre 10º e 12º, o que permite que seus delicados aromas não se percam tão rapidamente. assim também se consegue administrar a sensação de alcoolicidade, que parece maior quanto mais alta é a temperatura. Os rosados ficam bem uns dois graus acima dos brancos secos. Para os tintos, vale uma regra simples: os mais leves, na faixa dos 16º-18º, e os mais encorpados em torno de 20º . Abaixo disso, os taninos pegam na boca, provocando uma desagradável sensação de adstringência; acima é o alcoól que incomoda.
Portanto, se o garçom fizer cara feia quando você pedir um balde para o seu vinho, não se importe. Beber vinho a 26º-28º não é prazer é sacrifício. Mas atenção: é só para refrescar, quando necessário. Porque muito tempo no balde e a temperatura baixar demais, aí a emenda fica pior que o soneto.
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